Discursos

25/07/2013

10/10/2012 – Sobre a condenação dos réus do Mensalão

O SR. FLORIANO PESARO (PSDB) – Sr. Presidente, Vereador Claudinho de Souza, da nossa Bancada, do PSDB; Srs. Vereadores, amigos da TV Câmara São Paulo, a sociedade brasileira saúda o acerto de contas que o Supremo Tribunal Federal impôs a quem liderou um governo baseado num esquema corrupto, e que se julgou inalcançável em seu malfeitos.

A condenação de José Dirceu, José Genoino, Delúbio Soares – e a penca de mensaleiros que gravitaram em torno deles, a partir do Palácio do Planalto – é um bálsamo para a democracia brasileira. O PT tem, para todo sempre, a exclusividade de dispor de um adjetivo todo seu: mensaleiro.
O partido que governa o Brasil teve ontem, Sr. Presidente, alguns de seus maiores líderes condenado pela mais alta corte do País por prática de corrupção. Uma decisão como essa deveria ser suficiente para que uma agremiação política séria assumisse os seus erros e apresentasse desculpas à sociedade brasileira. Mas, como o PT não é assim, o partido de Lula, Dilma e José Dirceu prefere tentar rebaixar todos à vala comum da imundície.
A maioria do Supremo Tribunal Federal considerou José Dirceu, Genoíno e Delúbio – que comandaram a legenda durante o processo que levou o Partido dos Trabalhadores ao Poder Federal – culpados pelo crime de corrupção ativa. Eles conduziram um esquema de desvio de dinheiro público para comprar o voto de parlamentares e, assim, formar a base de apoio ao Governo Lula. Tudo isso resta agora provado pelos ministros da mais alta corte do País.
Foi sobre esteios dessa natureza que, entre quatro paredes de um palácio presidencial, o PT ancorou o seu projeto de poder num esquema fraudulento, que perdura aqui e acolá até os dias de hoje.
Infelizmente, o partido dos mensaleiros ainda continuar a lograr algum sucesso entre os eleitores; mas são direitos que a democracia lhe assegura, e que devem ser sempre respeitados.
A ficha corrida de Dirceu e seus mensaleiros ainda deve crescer um pouco mais.
Na semana que vem, os ministros do Supremo Tribunal Federal deliberarão sobre a prática de crime de formação de quadrilha, tendo o ex-Ministro Chefe da Casa Civil do Governo Lula como vértice da “sofisticada organização criminosa” – termo utilizado pelo Procurador-Geral da República. No fim de novembro, será definida a pena que caberá a cada um, o tempo de cadeia durante o qual terão de “gramar”.
Mas os mensaleiros não se fazem de rogados.
Ontem, o seu líder máximo veio a público insuflar a militância petista a dar o troco nos adversários. Segundo o jornal O Estado de S.Paulo, parece que o mensalão – que, há poucos dias, Lula considerava um assunto menos importante que o mau futebol de alguns times no Brasileirão – calou fundo na alma petista.
Lula deve estar particularmente contrariado por ver não apenas o seu principal articulador político, como também o ex-presidente e o tesoureiro do seu partido, condenados a possivelmente passar anos atrás das grades por terem corrompido deputados federais.
A tática de Lula ao reagir à condenação dos mensaleiros é velha conhecida: equivale ao batedor de carteira que, flagrado, grita “Pega ladrão!”. São os chamados spins, na gíria da comunicação: fazer do limão uma limonada, e distorcer de tal maneira a realidade de forma que ela pareça o contrário do que é. Ao fim e ao cabo, o que o ex-Presidente da República está dizendo é: somos sujos, mas quem não é? Deixo aqui a minha palavra, como Líder da Bancada do PSDB: nós não somos, Presidente Lula!