Discursos

15/04/2009

CET

O SR. FLORIANO PESARO (PSDB) – Sr. Presidente, caros colegas parlamentares, amigos da TV Câmara.

Todos que têm acompanhado a minha trajetória nesta Casa sabem muito bem meu comportamento como defensor das idéias e dos programas de Governo que considero justos e corretos. Portanto, hoje, a minha fala é crítica em relação a uma empresa do governo que tem o sentido mais construtivo do que qualquer outro tipo de interesse.

Deixo claro, de saída, porque participando de alguns programas e falando sobre o tema, alguém disse: “Qual será o interesse do vereador Floriano em criticar uma empresa municipal?” Digo que é um interesse como cidadão paulistano, não tenho nenhum interesse na empresa.

Sou também representante de 32 mil paulistanos que votaram em mim. Hoje considero-me representante de todos os cidadãos, uma vez que sou parlamentar como todos e, portanto, prezo por uma cidade melhor.

A minha reclamação é no sentido do trabalho desenvolvido pela Companhia de Engenharia de Tráfego – a CET – na cidade de São Paulo, que até poderia chamar de Companhia de Policiamento de Trânsito, tamanha a ausência de engenheiros de tráfego na direção da Companhia. Até perguntava recentemente ao meu companheiro de bancada do PSDB, o Sr. Vereador Ricardo Teixeira: “Por que a Engenharia de Trânsito funciona tão mal na cidade de São Paulo?” Até dá vontade de fazer um curso de Engenharia de Trânsito para poder entender a mecânica, a lógica que passa na cabeça dessa Companhia e de seus dirigentes na orientação do trânsito.

No último domingo, final de um feriado de Páscoa, eu, assim como milhões de paulistanos, voltávamos do feriado que passamos fora da cidade de São Paulo. Milhões de paulistanos ficaram na cidade e outros 2 milhões saíram da cidade. Depois de três ou quatro horas nas estradas paulistas congestionadas, quando entramos na Marginal do Tietê, demorei quase uma hora – por conta, na minha visão leiga de cidadão – de equívocos da Engenharia de Trânsito. Equívocos, sim, porque não tem outra explicação. Uma pista local absolutamente congestionada e uma pista expressa fluindo normalmente. E a Companhia de Engenharia de Tráfego proibindo que se mudasse de uma faixa para outra, ainda que tivesse no viário essa possibilidade de mudar de uma faixa para outra. Mas algum “iluminado” resolveu que deveríamos ficar naquela pista sem poder mudar de local.

Quando cheguei à alça de acesso da Ponte das Bandeiras para pegar a avenida Tiradentes, me surpreendi com ela fechada, porque algum “iluminado” decidiu que era para andar mais 500 metros, dar a volta no Clube Esperia para poder acessar a ponte. Perdi mais 25 minutos parado no trânsito domingo à noite, porque alguém resolveu fechar a alça de acesso da avenida Tiradentes da Ponte das Bandeiras.

Isso tem lógica no dia-a-dia da semana, por causa do fluxo que vem de Santana, mas não no final de semana. Não há lógica nenhuma, não faz o menor sentido fechar a alça de acesso. Da mesma forma, com os túneis da cidade, porque, ao passarmos pelo túnel Ayrton Senna para ir à zona sul, de repente, deparamos com ele fechado. E tem aviso a 500 metros ou 1 quilômetro antes? Não tem aviso nenhum. Você, motorista de trânsito de São Paulo, que se programe na hora “h” para inventar outro trajeto, porque resolveram fechar o túnel. E assim por diante.

Você está andando na cidade, mudam as mãos. Antes, você podia entrar para a esquerda; agora, os carros vêm da esquerda e não se pode mais entrar. Não comunicam à comunidade, não dialogam com a comunidade. É uma falta absoluta de diálogo com a sociedade.

Como essa Casa é um Parlamento e temos a obrigação de promover esse diálogo com a sociedade, exijo que a Companhia de Engenharia de Tráfego tenha o diálogo com esta Casa, assim como com o cidadão, na hora de tomar medidas como essas.

Fiz diversas reclamações como cidadão, antes mesmo de ser parlamentar. Reclamo do cruzamento da avenida Santo Amaro com a avenida Antônio Joaquim de Moura Andrade, onde todos os ônibus que vêm do corredor, dividem-se ali, travando o fluxo viário. Farei essa reclamação, como requerimento, diretamente à presidência da CET, mas, fica aqui, como uma crítica construtiva, no sentido de essa empresa escutar mais a população e tratar com mais respeito o cidadão paulistano.

Muito obrigado.

 

16-04 – CET
O SR. FLORIANO PESARO (PSDB) - Sr. Presidente, na data de
ontem, nesta Casa, tive a oportunidade de fazer uma breve reflexão crítica sobre o trabalho que vem sendo desenvolvido na cidade de São Paulo pela Companhia de Engenharia de Tráfego, que hoje é chamada popularmente de Companhia de “Policiamento” de Tráfego – porque parece que a vocação da Engenharia está se perdendo naquela instituição.

E na data de hoje, por absoluta coincidência, vejo nos principais jornais da cidade duas questões gravíssimas relativas à Engenharia de Trânsito na cidade de São Paulo, as quais não posso me furtar de trazer a este plenário, uma vez que a Câmara de São Paulo é o local adequado para se debater os problemas da cidade.

A primeira questão, tratada na matéria do Jornal da Tarde, é a seguinte: “Placa errada pode causar multa em via”, mostrando, na Marginal de Pinheiros, próximo à Cidade Universitária, uma falha na sinalização de trânsito cometida pela Companhia de Engenharia de Tráfego e que pode ter resultado em multas a caminhoneiros que trafegam pela Marginal de Pinheiros. Isso porque a placa determina que os caminhões ocupem as faixas 3 e 4 e, logo em seguida, há um radar que os multa justamente por estarem ocupando aquelas faixas.

É um absurdo em uma cidade como São Paulo, uma Companhia de Engenharia de Tráfego, com o tempo de experiência que tem, cometer um erro desta gravidade, levando a desinformação.

No dia de ontem, reclamava pela falta de placas de sinalização diante das mudanças que a CET faz na cidade: fecha um túnel e não avisa ninguém; muda a mão de direção da rua e não avisa ninguém. Agora, no dia de hoje, mesmo quando há placas, elas são erradas.

E a segunda matéria do Jornal da Tarde, Sr. Presidente, mostra um outro erro da Companhia de Engenharia de Tráfego: “Super carretas fecham avenida na zona norte de São Paulo. Veículos atingiram a rede elétrica e de telefone da via. Eles seriam retirados na madrugada de hoje”.

Duas carretas superdimensionadas causaram transtornos, como se não bastassem os transtornos diários do trânsito, para os moradores da Av. Senador José Ermírio de Morais, na Vila Albertina, zona norte de São Paulo. Os veículos de 25 metros de cumprimento e 6,18 metros de altura atingiram os fios da rede elétrica e de telefone, interrompendo a transmissão em, pelo menos, seis residências de acordo com a Eletropaulo. E a Telefônica chegou a desconhecer os problemas da região.

Vemos nisso a falta de consideração das concessionárias, mas esse é outro assunto. O trânsito foi interditado nos dois sentidos pela CET. As carretas seguiam para a Rodovia Fernão Dias e eram escoltadas por agentes da Companhia de Engenharia do Tráfego e funcionários de empresas de energia e telefonia. Esse é o respeito que temos enquanto cidadãos paulistanos, uma companhia pública tratar a cidade de São Paulo dessa forma.

Muito obrigado.