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Aposta na coleta seletiva

Nós, paulistanos, vivemos em meio a 17 mil toneladas de lixo diariamente. São montanhas e montanhas de lixo que precisam, todo dia, de um destino que não agrida o meio ambiente e a qualidade de vida dos seus cidadãos. O que fazer para solucionar este dilema? Afinal, o lixo urbano é hoje um grande desafio para o poder público e toda sociedade.

Aposto no tripé “consumo consciente-coleta seletiva-reciclagem de lixo” como a alternativa mais viável para tirar São Paulo do atoleiro em que se encontra. As vantagens desta tríade solução são muitas: o consumo consciente faz o cidadão reduzir sua produção de lixo. Consumir o que de fato é necessário. Qual a necessidade de trocar o celular como se troca de roupa, a cada estação, descartando o antigo aparelho no lixo comum?

O segundo passo é implantar a coleta seletiva, de fato, em toda a cidade, para que o serviço, considerado essencial, atinja todas as residências. No entanto, de nada adianta a coleta seletiva se não for acompanhada da terceira ação: a reciclagem do lixo, fonte inesgotável e inestimável de renda para as cooperativas e seus catadores.

Apesar de o lixo reciclável ser tratado como fonte de riqueza e matéria-prima para novos produtos, sua coleta é insignificante e sua reciclagem está aquém da grandeza de São Paulo, que recicla menos de 1% do que é produzido diariamente na cidade. O município dispõe de 16 centrais de reciclagem e 3.811 pontos de entrega voluntária para pequenos volumes. Números inexpressivos para o tamanho e volume de produção desta metrópole: 103 toneladas de lixo reciclável por dia. Muito pouco, não?

Mas eis que surge uma boa notícia para, pelo menos, um item deste tripé de soluções. Em ordem dada em 1ª instância pela 3ª Vara da Fazenda Pública, o poder público será obrigado a implantar, no prazo de um ano, a coleta seletiva de lixo em toda a cidade, que poderá ser acrescida de campanhas educativas sobre os benefícios da reciclagem para sua própria vida, para a cidade, para o meio ambiente.

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