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08/08/2014

R7- Campanha de Padilha desconsidera usar CPI da Sabesp para atacar Alckmin

CAMPANHA DE PADILHA DESCONSIDERA USAR CPI DA SABESP PARA ATACAR ALCKMIN

A CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) da Sabesp, recém instaurada na Câmara dos Vereadores de São Paulo, gerou novas alfinetadas e provocações entre PT e PSDB. Aprovada nesta quarta-feira (6), para o líder do PSDB na Câmara, Floriano Pesaro, a comissão é eleitoreira e tem o objetivo de prejudicar a campanha de reeleição do governador Geraldo Alckmin (PSDB).

- Essa CPI já havia sido negada no semestre passado e [alguns vereadores] avaliaram que agora era hora de fazer a CPI porque poderia atrapalhar a campanha o Geraldo. A menos que a CPI faça chover, qualquer outra atitude não vai levar a lugar nenhum. Além de ser uma CPI irresponsável, ela é eleitoreira.

No entanto, Emídio de Souza, coordenador de campanha de Padilha, declarou ao R7 que não considera utilizar a CPI para criticar Alckmin e respondeu às declarações da oposiççao de que há interesse eleitoal na aprovação da comissão.

- A CPI da Petrobrás não foi eleitoreira? Ela foi o quê? O PSDB não gosta de ser investigado. Não terá tempo [de explorar a CPI na campanha] e o mais importante é que quem anda na transparência não tem o que esconder.

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O vereador Alfredinho, líder do PT na Câmara, também negou que a CPI, instaurada durante a pior crise hídrica do Estado de São Paulo, tenha motivação eleitoral e defendeu a criação da comissão.

- O intuito não é esse. Na verdade, a CPI já estava protocolada antes dessa crise da água.

O requerimento da comissão, feito pelo vereador e também candidato ao governo de São Paulo, Laércio Benko (PHS), foi protocolado pela primeira vez na Câmara no início de 2013. Sem chegar a ir à pauta, voltou a ser protocolado em fevereiro deste ano e também não foi votado, segundo a assessoria de imprensa de Benko. Nesta quarta-feira, a criação da CPI foi aprovada por 30 votos a favor e nove contrários. A comissão  terá duração de 120 dias e será composta por nove vereadores, representando todos os partidos da Casa.

Crise hídrica

Desde o início da campanha, Alexandre Padilha tem feito duras críticas ao governador Geraldo Alckmin em relação a seca do Sistema Cantareira. Além de dizer que Alckmin não investiu em obras como deveria, o petista também acusa o atual governador de fazer racionamento sujo no Estado e de fazer uso político do Cantareira.

Alckmin nega que o Estado passe por qualquer tipo de racionamento de água e tem defendido os “investimentos vultosos” em saneamento feitos no Estado durante os 20 anos em que o PSDB está no governo.