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20/05/2014

Pró Trabalhador- Educação inclusiva aumenta chances de empregabilidade PCDs (Floriano entrevistado)

Depoimentos de PCDs e empregadores mostram que com oportunidade e capacitação é possível diminuir as barreiras sociais e tornar o país mais inclusivo para todos (confira a matéria na íntegra).

Publicado-19/05/14

Fonte- Assessoria de Imprensa gabinete do vereador Floriano Pesaro.

Texto- Da redação do Pró Trabalhador

Fotos- Edi Sousa

33 ongs, mais representantes das esferas Municipal e Estadual, além de amigos e parentes de Pessoas com Deficiência, participaram hoje, dia 19, do IV Seminário em Comemoração ao “Dia Municipal de Luta pela Educação Inclusiva”, realizado pela equipe do vereador Floriano Pesaro na Câmara Municipal de São Paulo, nesta manhã.

O destaque deste ano foi o reforço da importancia de educar para empregabilidade, isso é, preparando as Pessoas com Deficiênica para o ingresso no mercado de trabalho.

Na mesa de introdução, representando o município falou o secretário adjunto e presidente da Comissão Permanente de Acessibilidade (CPA), Tuca Munhoz e representando a Secretaria Estadual dos Direitos da Pessoa com Deficiênica, Cid Torquato, juntamente com o vereador Floriano Pesaro que promoveu o evento.

Representando a Secretaria Estadual dos Direitos da Pessoa com Deficiênica, Cid Torquato, reforçou a necessidade de interação dos poderes com os trabalhos realizados pela sociedade civil organizada.

“É necessário chegar onde as ongs já estão, auxiliar na administração e investir em técnologia para ajudar as ongs a conseguir recursos e construir redes de aproximação”, explica.

Tuca Munhoz representando a Secretaria Estadual dos Direitos da Pessoa com Deficiência falou sobre o trabalho integrado entre 20 secretarias municipais e as 32 subprefeituras. 

“É necessário que haja infraestrutura para a inclusão no mercado de trabalho”,  diz Munhoz. Fazendo um gancho para o programa do SUS de distribuição de cadeiras de rodas motorizadas.

¼ da população paulista tem uma Pessoa com Deficiência na família-

Um dado interessante lembrado nesta etapa é o fato de ¼ da população paulista ter uma Pessoa com Deficiência na família e diferentemente do que se acreditava, as estatísca mostram que graças aos trabalhos de prevenções à doenças, hoje diminuiu muito os casos de deficiências congênitas, isto é, de nascença.

Segundo dados do IBGE 56,6% das Pessoas com Deficiência no Brasil, são de PCDs adquiridos ao longo da vida. 46% são em razão da violência urbana, 33% acidentes de trânsito e 24% outros.

Os números mostram a importância do poder público criar políticas para inclusão de PCDs em todos os campos, que respeite o que foi definido pelo chamando ‘Desenho Universal’. Isso é, a construção de espaços e produtos que auxiliem o mais amplo leque de pessoas, incluindo as crianças, idosos e pessoas com restrições temporárias ou permantes .

Falando de si-

Foram muitos os depoimentos de pessoas com deficiência e empregadores satisfeitos com as ações inclusivas em suas empresas. Mas um depoimento em especial chamou a atenção por ter sido um caso inovador na realidade da Câmara Municipal de São Paulo.

Há cinco anos a assessora parlamentar Fernanda Jimenez, que é portadora da “Sindrome de Down”, foi a primeira nomeada com deficiencia intelectual para trabalhar na casa.

Pesaro contou ao público presente que foi necessário conversar e informar o departamente de recursos humano da instituição que não era caridade.

“É trabalho mesmo, é política demonstrativa, por exemplo, que é possível a inclusão profissional”, lembra.

Fernanda, por sua vez conta toda satisfeita que sua participação no gabinete é ativa. “Faço cadastro das pessoas, vou para a rua com as equipes e participo das reuniões políticas”, conta, demontrando satisfação com a oportunidade.

 

Casa de vespeiro-

Mesmo sendo anfitrião do evento, o vereador Floriano Pesaro, recebeu a equipe de jornalismo do Pró Trabalhador e aceitou explicar enquanto força política sua proposta para o Congresso Nacional de reforma da lei de Loas, que visa garantir a Assistência Social aos PCDs entre outros desfavorecidos.

“Pretendo atuar junto ao Congresso Nacional com um projeto que estou trabalhando, para tornar a lei de Loas efetivamene mais inclusiva”, conta.

“A ideia é buscar apoio político para reformar a lei de Loas no sentido de manter o benefício mesmo  quando a PCD estiver trabalhando, tendo como regulador, apenas o salário, pois sendo a renda superior a um certo limite o PCD não necessitaria mais do benefício”, explica.

Seguindo sua linha editorial a equipe de jornalismo do  Pró Trabalhador vai procurar acompanhar esta e outras ações dos poderes que visem qualificar e incluir Pessoas com Deficiência no mercado de trabalho.

Se você é representante do poder público, ongs e empresas da iniciativa privada tiverem ações deste gênero envie releases e avisos de pauta para contato@protrabalhador.com.br O espaço está aberto.