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24/06/2014

FOLHA.COM- Sem-teto acusam vereador de defender interesse de empreiteiras e barrar Plano Diretor

O MTST (Movimento dos Trabalhadores Sem Teto) trouxe para a Câmara um boneco do vereador José Police Neto (PSD) que deve ser queimado em manifestação nesta terça (24).

Eles ocupam a frente da Câmara Municipal pressionando pela votação do futuro Plano Diretor. Os sem-teto atribuem a Police Neto a responsabilidade pelo projeto não ter sido votado até agora.

No Facebook, os sem-teto também divulgam uma mensagem classificando o Police Neto como o “vereador das empreiteiras”, no qual citam doações de campanha de empreiteiras que somam R$ 400 mil.

O vereador não nega as doações, mas diz que outros parlamentares e até o prefeito Fernando Haddad (PT) também tiveram doações de campanha por construtoras.

Joel Silva/Folhapress
MTST faz protesto pela votação imediata do Plano Diretor de São Paulo em frente à Câmara Municipal
MTST faz protesto pela votação imediata do Plano Diretor de São Paulo em frente à Câmara Municipal

“Nós recebemos uma doação lícita que está à disposição da sociedade”, disse. “O debate mais importante que esse do agredir, é: a cidade vai ficar melhor ou pior com o Plano Diretor?.”

Ele acusa o plano de empurrar a população pobre para a periferia, em vez de trazê-la para a região central.

Vários vereadores criticam os métodos do MTST, que ameaça acampar na frente da Câmara.

“Não vou ficar aqui preso por causa de um bando de petistas”, disse Gilberto Natalini (PV).

Já o líder da oposição, Floriano Pesaro (PSDB), afirmou que a câmara está sitiada e acusou o vereador Nabil Bonduki (PT), relator do Plano Diretor, de ter ligações com os sem-teto.

Bonduki negou qualquer relação e disse ser contra estratégias de protesto que causem constrangimento aos vereadores. “Eles têm de ter liberdade de votar conforme suas consciências”, disse.

Por enquanto, a oposição e a base estão conseguindo adiar a votação do plano. Também não há acordo para atender à demanda do MTST, de transformar o terreno Copa do Povo, em Itaquera, em área para habitação popular.