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12/12/2011

IG – PSDB alimenta discurso por candidatura de Serra com apoio do PSD (Floriano entrevistado)

Lideres Tucanos reforçam, nesta segunda-feira, o discurso em favor da candidatura do ex-governador José Serra como cabeça de chapa numa aliança com o PSD à Prefeitura de São Paulo. Quatro pré-candidatos disputam a indicação do PSDB, mas tucanos ainda pressionam Serra, que tem dito não ter a intenção de concorrer em 2012. Pesquisa Datafolha divulgada no fim de semana apontou uma rejeição a Serra de 35%. Por outro lado, com 18% das intenções de voto no cenário em que aparece como candidato, o ex-governador é citado internamente como primeira opção para a vaga.
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Para o presidente do PSDB-SP, deputado estadual Pedro Tobias, Serra pode entrar no processo interno de escolha até um mês antes da data marcada para as prévias, no dia 4 de março. “Até um mês antes das prévias acho que ele pode participar”, diz. Para o deputado, todo o partido apoiaria Serra. “É grande a chance de todo mundo desistir se Serra tiver interesse em ser prefeito”, afirma.

Foto: AE
Candidatura do ex-governador ajudaria a amarrar acordo com PSD na eleição municipal em São Paulo
Entre os demais pré-candidatos tucanos, o melhor colocado é o secretário do Meio Ambiente, Bruno Covas, segundo a pesquisa. Além de Covas, estão na disputa os secretários Andrea Matarazzo e José Aníbal, e o deputado Ricardo Trípoli. Apenas Serra, contudo, aparece na pesquisa com chances de vitória.
Uma candidatura de Serra aumentaria as chances de aliança com o partido do prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab (PSD), afilhado político do ex-governador. “A pesquisa é só um retrato de hoje. Continuamos estudando a possibilidade”, diz o líder do PSD na Câmara, deputado federal Guilherme Campos, sobre as chances de o vice-governador de São Paulo, Guilherme Afif Domingos, encabeçar uma chapa com o PSDB na vice.
Embora acreditem que uma aliança seja “fundamental” nas eleições do ano que vem, o PSDB abandona cada vez mais a possibilidade de ocupar a vaga de vice na chapa. “A opção de o PSDB ser vice não existe. A coligação é bem-vinda, mas o 45 não pode estar fora dessa eleição”, diz Pedro Tobias.
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O líder do PSDB na Câmara de São Paulo, vereador Floriano Pesaro, corrobora. “A aliança é fundamental, mas fica difícil para o PSD querer a cabeça numa chapa com um partido que tem um governador popular, com grande capacidade de transferência de votos”, diz. Segundo o Datafolha, 31% dos eleitores disseram que votariam em um candidato indicado pelo governador de São Paulo, Geraldo Alckmin.
Para Floriano Pesaro, uma eventual candidatura de Serra poderia aumentar o peso do partido na Câmara Municipal, mas ele investe na tese de que o resultado da pesquisa reforça a posição do ex-governador de não ser candidato. Para o vereador, além de a intenção de voto de Serra não ser tão expressiva para quem já foi prefeito da cidade, sua rejeição é muito alta. “A rejeição não é alta porque é o Serra, mas sim por causa da popularidade de Lula e Dilma. O Serra é o contraponto a eles”, analisa.
Ainda de acordo com a pesquisa, 48% dos eleitores votariam em um candidato indicado pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Apesar do grande potencial de influência de Lula, o índice de intenção de voto obtido pelo pré-candidato petista, o ministro da Educação, Fernando Haddad, continua baixo, de 3%. Outros 20% dos eleitores estão indecisos. O instituto ouviu 1.092 eleitores na capital paulista entre os dias 7 e 9 de dezembro. A margem de erro é de três pontos percentuais para mais ou para menos.
Nara Alves, iG São Paulo