Discursos

06/08/2013

21/09/2010 – Lisura política

O SR. FLORIANO PESARO (PSDB) – Sr. Presidente, Sras. e Srs. Vereadores, telespectadores da TV Câmara São Paulo, me vejo obrigado a voltar à tribuna na tarde de hoje porque na última semana fui de forma irresponsável – e, diria, até covarde – insultado pelo Vereador Ítalo Cardoso. Gostaria que ele estivesse presente nesse momento. De qualquer maneira, deixarei minha resposta registrada nos Anais dessa Casa.

Digo isso porque após 16 anos de trabalho no Executivo: oito anos em Brasília, dois anos no Governo do Estado e três anos e meio na Prefeitura de São Paulo, jamais levei um clips que fosse de qualquer repartição pública por onde passei.

Ao longo dos últimos anos, tive todas as minhas contas aprovadas pelos Tribunais de Contas. Mas, não foi só isso, também tive um imenso reconhecimento pelo bom trabalho e legado que deixei por onde passei. Inclusive reconhecido pela própria Oposição aos Governos que tive a honra de fazer parte. Toda a minha vida foi pautada pela honradez, ética e pela transparência, portanto, não abrirei mão disso.

Não tenho conhecimento de nenhuma denúncia da minha gestão como Secretário de Assistência e Desenvolvimento Social, na cidade de São Paulo. O que há, neste momento, são as avaliações de rotina, feitas para a aprovação de contas do Tribunal de Contas do Município.

Causam-me revolta as acusações infundadas – repito -, levianas, irresponsáveis, o denuncismo gratuito oriundo de uma extrapolada rivalidade política que vivemos nesta Casa, neste período eleitoral. Tal rivalidade ultrapassa os portões da civilidade e entra na arrogância de quem se julga acima do bem e do mal.

Da forma como conduziu o seu ataque a mim, na semana passada, o nobre Vereador Ítalo Cardoso se arvora na condição de dono e patrão da política. Lembro ao nobre Vereador que nesta Casa deve-se primar, antes de tudo, pelos princípios da verdade e da coerência. Devo respeitar meus eleitores e também creio que V.Exa. deva respeitar os seus, que não merecem escutar mentiras, dissimulações em discursos meramente eleitoreiros.

Tenho certeza de que a minha história e meu passado de dedicação às causas dos mais pobres serão, por si só, o antídoto para esse veneno infundado, escuso e covarde. Reafirmo que, ao longo dos três anos e meio de gestão à frente da Secretaria de Assistência Social, gerei muitas parcerias com organizações do terceiro setor, com outras secretarias e tive minhas contas aprovadas. Mais do que isso, o reconhecimento de um bom trabalho.

Não é possível que cada vez que façamos uma crítica não-pessoal a nenhum colega desta Casa – porque aqui não interessa a crítica pessoal, mas a política – ou a um partido político que hoje domina o poder federal e também domina, por que não dizer, os principais e mais graves escândalos do país, a exemplo do recente, relatado pela revista Veja e fartamente comprovado pelos jornais O Estado de S.Paulo e Folha de S.Paulo.

Não podemos ser atacados covardemente e de forma irresponsável, como fui na última semana, quando relatamos a gravidade da situação, a tendência autoritária e antidemocrática; a mentira pela mentira; a mentira repetida várias vezes, de forma a que se torne uma verdade; o exercício de culpar o que denuncia, de intimidar de forma truculenta os que não concordam com a política hoje comandada pelo PT na esfera federal.

Muito obrigado, Sr. Presidente.