Todo dia é dia da mulher
Escrito por Floriano em 8 de março de 2010 – 15:58 -
Parte da equipe feminina do meu gabinete.
Até parece uma grande coisa, terem estabelecido uma data específica para as mulheres. Na verdade, a mulher não precisa de um dia específico, de uma data pré-estabelecida, o seu dia são todos os dias, pois vivas são, ativas e intensas.
Entretanto, comemorar um dia especial significa suscitar considerações sobre quem homenageamos e esta, então, é uma oportunidade para que pensemos como o mundo em geral pode entender e reverenciar o papel da mulher.
Mas, afinal, o que podemos chamar o papel da mulher? Hoje, a mulher está presente em qualquer universo de competência humana. Política, mundo acadêmico, empresarial, a mulher se destaca no esporte, na educação, na ação social, no cuidado com o meio ambiente. Enfim, citar papel de destaque da mulher em certas searas é menosprezar outros setores e hoje não existe espaço do qual a mulher não faça parte.
Todavia, escolho esta data para colocar uma consideração ainda verdadeira: a mulher tem dupla jornada e nunca tem folga! Embora existam muitos homens modernos que compartilham com suas companheiras as tarefas corriqueiras de supermercado, cuidar da casa e trivialidades fundamentais de nosso dia-a-dia, a maioria das mulheres ainda tem toda esta gama de atividades sob sua única responsabilidade. São um exército de delicadas guerreiras que, após um dia intenso de trabalho em escritórios, lojas, escolas, consultórios e afins, devem chegar em casa e lavar, passar, cozinhar, orientar suas auxiliares na casa, planejar as compras, o encanador, o eletricista, a manutenção da casa, enfim, as mulheres são ainda as únicas encarregadas de toda esta logística que exige tempo, paciência, dedicação e trabalho. Além do que, quando mães, a missão de cuidar, orientar, mimar, acolher, “choferar” filho sempre acaba em suas hábeis mãos.
Não tenho solução ideal para esta situação, porque sei que depende de uma mudança de uma cultura mais do que milenar de domínio masculino e subordinação feminina e isso pode levar tempo, mas não posso deixar de notar e, frente a esta constatação, não posso deixar de imaginar se homens seriam capazes de realizar este malabarismo complexo. Talvez seja a complexidade da mulher que permite que as coisas simplesmente aconteçam.
Com o tanto já escrito sobre mulheres, quero tomar emprestadas palavras atribuídas a Pablo Neruda:
MULHERES
Elas sorriem quando querem gritar.
Elas cantam quando querem chorar.
Elas choram quando estão felizes.
E riem quando estão nervosas.
Elas brigam por aquilo que acreditam.
Elas levantam-se para injustiça.
Elas não levam “não” como resposta quando
acreditam que existe melhor solução.
Elas andam sem novos sapatos para
suas crianças poder tê-los.
Elas vão ao medico com uma amiga assustada.
Elas amam incondicionalmente.
Elas choram quando suas crianças adoecem
e se alegram quando suas crianças ganham prêmios.
Elas ficam contentes quando ouvem sobre
um aniversário ou um novo casamento.
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