CET
Escrito por Floriano Pesaro em 17 de abril de 2009 – 18:24 -Todos que têm acompanhado a minha trajetória nesta Casa sabem muito bem meu comportamento como defensor das idéias e dos programas de Governo que considero justos e corretos. Portanto, hoje, a minha fala é crítica em relação a uma empresa do governo que tem o sentido mais construtivo do que qualquer outro tipo de interesse.
Deixo claro, de saída, porque participando de alguns programas e falando sobre o tema, alguém disse: “Qual será o interesse do vereador Floriano em criticar uma empresa municipal?” Digo que é um interesse como cidadão paulistano, não tenho nenhum interesse na empresa.
Sou também representante de 32 mil paulistanos que votaram em mim. Hoje considero-me representante de todos os cidadãos, uma vez que sou parlamentar como todos e, portanto, prezo por uma cidade melhor.
A minha reclamação é no sentido do trabalho desenvolvido pela Companhia de Engenharia de Tráfego na cidade de São Paulo, que até poderia chamar de Companhia de Policiamento de Trânsito, tamanha a ausência de engenheiros de tráfego na direção da Companhia. Até perguntava recentemente ao meu companheiro de bancada do PSDB, o vereador Ricardo Teixeira: “Por que a Engenharia de Trânsito funciona tão mal na cidade de São Paulo?” Até dá vontade de fazer um curso de Engenharia de Trânsito para poder entender a mecânica, a lógica que passa na cabeça dessa Companhia e de seus dirigentes na orientação do trânsito.
No final do feriado de Páscoa, eu, assim como milhões de paulistanos, voltávamos do feriado que passamos fora da cidade de São Paulo. Depois de três ou quatro horas nas estradas paulistas congestionadas, quando entramos na Marginal do Tietê, demorei quase uma hora – por conta, na minha visão leiga de cidadão – de equívocos da Engenharia de Trânsito. Equívocos, sim, porque não tem outra explicação. Uma pista local absolutamente congestionada e uma pista expressa fluindo normalmente. E a Companhia de Engenharia de Tráfego proibindo que se mudasse de uma faixa para outra, ainda que tivesse no viário essa possibilidade de mudar de uma faixa para outra. Mas algum “iluminado” resolveu que deveríamos ficar naquela pista sem poder mudar de local.
Quando cheguei à alça de acesso da Ponte das Bandeiras para pegar a avenida Tiradentes, me surpreendi com ela fechada, porque algum “iluminado” decidiu que era para andar mais 500 metros, dar a volta no Clube Esperia para poder acessar a ponte. Perdi mais 25 minutos parado no trânsito domingo à noite, porque alguém resolveu fechar a alça de acesso da avenida Tiradentes da Ponte das Bandeiras.
Isso tem lógica no dia-a-dia da semana, por causa do fluxo que vem de Santana, mas não no final de semana. Não há lógica nenhuma, não faz o menor sentido fechar a alça de acesso. Da mesma forma, com os túneis da cidade, porque, ao passarmos pelo túnel Ayrton Senna para ir à zona sul, de repente, deparamos com ele fechado. E tem aviso a 500 metros ou 1 quilômetro antes? Não tem aviso nenhum. Você, motorista de trânsito de São Paulo, que se programe na hora “h” para inventar outro trajeto, porque resolveram fechar o túnel. E assim por diante.
Você está andando na cidade, mudam as mãos. Antes, você podia entrar para a esquerda; agora, os carros vêm da esquerda e não se pode mais entrar. Não comunicam à comunidade, não dialogam com a comunidade. É uma falta absoluta de diálogo com a sociedade.
Como a Câmara Municipal é um Parlamento e temos a obrigação de promover esse diálogo com a sociedade, exijo que a Companhia de Engenharia de Tráfego tenha o diálogo com esta Casa, assim como com o cidadão, na hora de tomar medidas como essas.
Fiz diversas reclamações como cidadão, antes mesmo de ser parlamentar. Reclamo do cruzamento da avenida Santo Amaro com a avenida Antônio Joaquim de Moura Andrade, onde todos os ônibus que vêm do corredor, dividem-se ali, travando o fluxo viário. Farei essa reclamação, como requerimento, diretamente à presidência da CET, mas, fica aqui, como uma crítica construtiva, no sentido de essa empresa escutar mais a população e tratar com mais respeito o cidadão paulistano.
Leia meus discursos completos no site.
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