No caminho certo
Escrito por Floriano Pesaro em 26 de setembro de 2008 – 13:33 -O trabalho social desenvolvimento pelas organizações não governamentais (ONG´s) é fundamental para assegurar um futuro para jovens em situações de risco. Iniciativas como a da Casa do Zezinho, que tem parceria com a prefeitura, idealizada pela pedagoga Dagmar Garroux, a tia Dague, fazem a verdadeira diferença.
Alguns exemplos, como o do jovem Kaíque, de 13 anos, que freqüenta a Casa do Zezinho desde os três anos de idade e virou estrela no recém-lançado longa metragem “Linha de Passe ” , de Walter Salles e Daniela Thomas me confirmam que este é o caminho certo. Ele é um dos 1200 “Zezinhos” que freqüentam a entidade todos os dias.
A pedido do diretor, a Casa do Zezinho promoveu um concurso para selecionar um ator mirim para o filme – alguém que retratasse o cotidiano de uma das regiões mais violentas da cidade, o Capão Redondo. Ele é um dos membros da família protagonista que representa o universo dos “sem esperança” da grande cidade.
“Linha de Passe” levou o prêmio Palma de Ouro, no Festival de Cinema de Cannes, pela atuação da atriz Sandra Coverloni,
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Violência contra criança e adolescente
Escrito por Floriano Pesaro em 24 de setembro de 2008 – 19:27 -A violência contra a criança e o adolescente continua me assustando.
Toda semana observo dezenas de casos de violência infantil. Como se não bastasse a história do recente esquartejamento de dois garotos – uma cena bárbara, digna de cena do filme “Sexta-feira, 13″, um dos mais macabros filmes de terror , outro episódio chama a atenção. Na semana que passou foi a vez de mãe e padrasto torturarem seus filhos de 6 e 8 anos em uma tábua de pregos. Graças à sensibilidade de uma professora, foi possível detectar o caso.
Não tenho a menor dúvida de que a escola é o local onde primeiro se manifestam as mudanças de comportamento de crianças que foram vítimas de situações violentas. Daí a importância de uma maior articulação das políticas públicas de proteção à criança e ao adolescente, com as escolas, diretores e professores.
Tenho defendido a criação por toda a cidade – especialmente em áreas de maior risco social – de pólos de prevenção à violência, nos moldes do trabalho que está sendo feito pela instituição Sedes Sapientae, sob a liderança da professora Dalka Ferrari, em parceria com a prefeitura.
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Os táxis como um transporte alternativo
Escrito por Floriano Pesaro em 22 de setembro de 2008 – 11:57 -Como candidato a vereador muitos me perguntam se acho as corridadas de táxis caras ou baratas em São Paulo. Não podemos considerá-lo caras se levarmos em conta o custo de vida do taxista, do combustível, entre outras despesas.
No entanto, se pensarmos nos táxis como veículos coletivos e alternativos aos automóveis particulares e, se pudéssemos utilizá-los no trajeto bairro-centro todos os dias, consideraríamos este meio uma opção cara e inviável para a esmagadora maioria dos paulistanos.
Eu gosto de andar de táxi na cidade, converso com motoristas, me atualizo sobre as últimas tendências políticas, avaliação do prefeito, do governo, e mesmo do presidente da república. Muitas vezes há histórias divertidas e curiosas. Os taxistas conhecem a cidade como ninguém, sabem dos seus problemas e muitos, como bons técnicos de futebol, se tornariam sem dúvida bons prefeitos.
Quero conversar mais com a categoria para que possamos pensar juntos em uma forma de popularizar os táxis, tornando-os um meio de transporte viável para a população.
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Para refletir
Escrito por Floriano Pesaro em 20 de setembro de 2008 – 19:50 -Vem de um passado brumoso o pensamento de um dramaturgo francês, cujo nome, hoje em dia, pouco significa – valeria como pergunta em programas do tipo “ganhar milhões”. Dizia, então, Émile Augier ( o nome dele) :”Parece-me, palavra de honra, que neste país – falava da França, antes que alguém reclame da interferência do gringo em nossos assuntos – governar é o passatempo natural de pessoas que não tem mais nada que fazer.”
A partir disso, é possível partir para duas reflexões interessantes.
Nas campanhas eleitorais é comum ouvir: :Fulano de Tal lutou para construir isso, demolir aquilo, entregar aquilo outro. Premidos pela falta de tempo, fala-se em ‘lutar’ e pronto. É natural que se fale em “lutar”? O bom Houaiss define Lutar: enfrentar em corpo a corpo um adversário com vistas a derrubá-lo, deitá-lo ao chão, esp. visando obter vitória em combate esportivo.
Juntando o chiste de Augier, à definição do dicionário, sem deixar de lado o descrédito – se merecido ou não, é assunto para um debate que transcende os limites do Blog- de boa parte da classe política, resulta uma imagem que pareceria extraída de um desenho animado com direito a SPLACHTTT, PLAFTTT etc.
As idéias que acabam virando leis, projetos, decretos, portarias etc., por melhores que sejam, dificilmente encontrarão uma aceitação unânime. O que se espera de um político é encontrar convergências de propósitos que levem à aprovação de instrumentos úteis para a comunidade. Se isso for lutar, lutarei, lutador pacífico que sou. De fato, isso nada tem a ver com gritaria ou pugilato. Argumentar, munido de dados e apresentar alternativas razoáveis eis o compromisso!
O outro ponto – prometi que haveria duas reflexões- parte do senhor Augier.
Quem possui internet, acessa o GOOGLE ou outro site de busca e logo descobre de quem se trata. Poderá impressionar terceiros ou afagar seu próprio ego. Não é esse o ponto, obviamente.
Queria sublinhar o quanto é importante o acesso á Internet por parte daqueles que, apesar da crescente penetração ou como se convenciona dizer do decréscimo da exclusão digital, ainda estão marginalizados. É possível pensar em diversas soluções que não signifiquem enormes gastos (apesar de se tratar de investimentos); o computador popular, reciclar antigos computadores – hoje em dia , um ‘lixo’ milionário. São soluções que podem ser alcançadas com trabalho e, com a permissão do dicionário Houaiss, com “luta”.
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A importância dos convênios na área social
Escrito por Floriano Pesaro em 18 de setembro de 2008 – 18:31 -Uma visão equivocada do Ministério Público e da Justiça poderá barrar o desenvolvimento de políticas públicas inovadoras na área social, que trazem mais conforto e melhor atendimento à população. Eles alegam que a terceirização, por meio de convênios com entidades sociais, contraria a lei que rege o Sistema Único de Saúde (SUS).
Se existe algum empecilho legal, nós vamos trabalhar para alterar esta lei, pois não há menor dúvida de que as organizações sociais são mais agéis e atendem melhor do que os equipamentos da administração direta.
Fui Secretário da Assistência Social e durante minha gestão tive a oportunidade de gerenciar uma rede com mais de 350 organizações sociais e que atendiam mais de 110 mil pessoas todos os dias. Pude comprovar a qualidade e a presteza dos serviços.
Não acho, como sociólogo e administrador público há 13 anos, que o Estado deva abrir mão de suas obrigações. Muito pelo contrário: o Estado deve, ao zelar por suas obrigações, buscar parceiros que possam melhorar o desempenho de atendimento à população. Este é o nosso maior desafio: demanda x qualidade.
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É preciso garantir verba para o social
Escrito por Floriano Pesaro em 17 de setembro de 2008 – 16:53 -Durante meu primeiro ano de gestão na Assistência Social, a secretaria contava apenas com 1,4% do orçamento. Consegui elevar este valor para 1,6%.
Apesar da melhora obtida, o resultado ainda é insuficiente diante da tragédia social que abate São Paulo. Se não fosse o trabalho das organizações sociais, a situação seria muito pior.
Eu defendo que os convênios com a Prefeitura sejam ampliados para que nós possamos sair da situação atual, que hoje atende apenas 1/3 da demanda. Ou seja, 2/3 das pessoas que precisam de serviços sociais em São Paulo não são atendidas.
Estou falando com base em dados da Fundação Seade e que revelam que 1,4 milhão de pessoas estão na linha ou abaixo da linha da pobreza. O resumo da ópera é que precisamos multiplicar por 3 o orçamento da Assistência Social em São Paulo para atender a demanda.
Assim, como vereador, defenderei que o orçamento da Assistência vinculado à Prefeitura possa chegar a 5% do total nos próximos 4 anos -cerca de R$ 3 bilhões para a área social. Assim, conseguiríamos aumentar o número de assistentes sociais, de agentes de proteção social, de pedagogos e de psicólogos, entre outros.
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Mais centros de convivência para idosos
Escrito por Floriano Pesaro em 15 de setembro de 2008 – 16:30 -Atualmente há cerca de 100 convênios entre organizações sociais que oferecem serviços para os idosos e a Prefeitura de São Paulo. Pretendo ampliar essa rede de proteção com a criação de espaços de convivência. Muitos idosos que estão em casa passam o dia sozinhos. Por se sentirem abandonados chegam a adoecer. Para se ter uma idéia, há estudos que comprovam que quanto maior a atividade dos idosos, maior sua longevidade. Atividades lúdicas, como música e literatura, por exemplo, contribuem para o desenvolvimento psicológico e humano das pessoas, deixando-as menos predispostas a doenças.
Assim, os Centros de Convivência são fundamentais para incentivar o desenvolvimento dessas atividades pelos idosos. O Grupo Melhor Idade Feliz (foto), na zona leste, é um exemplo de sucesso e que deve ser replicado pela cidade.
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Dê mais que esmola. Dê futuro. Menos crianças nas ruas
Escrito por Floriano Pesaro em 15 de setembro de 2008 – 15:10 -Postado em Sem categoria | Seja o primeiro a comentar »
Equipamentos públicos devem estar próximos das residências
Escrito por Floriano Pesaro em 11 de setembro de 2008 – 16:35 -Visitei esta semana o Núcleo Sócio-educativo UNIBES, localizado no Pari, na região central de São Paulo. Conversei com aproximadamente 300 jovens da organização sobre políticas públicas e apresentei a eles algumas propostas para a cidade, além de esclarecer dúvidas sobre as funções que competem a um vereador.
Discutimos a importância que tem uma eleição, o voto consciente e como isso pode influenciar diretamente no cotidiano de suas vidas. Foi uma experiência e tanto. São jovens que tem opinião própria, determinação, propostas e consciência política, precisando de alguém que os escute, debata e se torne um porta voz de suas idéias.
As principais preocupações apontadas foram o emprego e o transporte coletivo. E pasmem: a grande maioria dos freqüentadores da UNIBES mora no Itaim Paulista, extremo da zona leste da cidade, e perdem cerca de 5 horas por dia em deslocamentos. Um absurdo! Por isso defendo a abertura de novos equipamentos públicos distantes do centro e próximos dos locais onde vivem essas pessoas.
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Darei voz ativa aos pobres de SP
Escrito por Floriano Pesaro em 10 de setembro de 2008 – 15:53 -Reunimos ontem, pela última vez, a 26 dias das eleições, todas as lideranças da minha campanha. O grande objetivo deste encontro foi reafirmar que nosso maior desafio é o de representar os mais pobres, os que têm menos condições.
São estas pessoas que precisam de uma voz ativa forte na Câmara. Para isso, é preciso conhecer a realidade dos bairros onde elas vivem, quase sempre na periferia de São Paulo. Eu conheço muito bem a nossa cidade, já rodei por todas as áreas e vivenciei os problemas junto aos moradores. É isso que os vereadores precisam fazer, e não apenas ficar no discurso fictício de representante como o “vereador do bairro”. O que vale é realmente conhecer o bairro.
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