Promessas e realizações
Escrito por Floriano Pesaro em 31 de julho de 2008 – 19:35 -
Da mesma forma que um monte de tijolos não constitui uma casa, uma coleção de promessas não permite identificar o candidato ideal. A primeira parte da frase pode ser aceita sem nenhum esforço. Quanto à segunda, um pouco de reflexão há de fazer bem.
Não há nada de errado com as promessas, embora, já dizia Bismark – velha raposa política – que nunca se mente tanto quanto durante a guerra, depois de uma caçada, ou antes das eleições. É óbvio, ou ao menos altamente desejável que, ao pleitear um cargo eletivo, haja por parte do candidato a disposição de realizar. Discordar desse conceito é fazer coro com os eternos descrentes. Por mais numerosas que sejam as evidências passadas que justifiquem o pessimismo deles, seus argumentos são inaceitáveis sob pena de lançar um descrédito definitivo sobre a classe política.
É comum ouvir, durante as campanhas eleitorais, a manifestação de intenções- sempre elogiáveis – daqueles que prometem “lutar”, tendo em vista um ou vários propósitos louváveis, que seduzam o eleitor. Desafios não faltam e o único reparo a se fazer é quanto à disposição belicosa embutida na promessa. “Lutar”, ensina o dicionário Houaiss, significa “enfrentar em corpo a corpo um adversário com vistas a derrubá-lo, deitá-lo ao chão,”. Tornou-se hábito o emprego abusivo desse verbo. No entanto, para tomar um exemplo banal, uma iniciativa visando a ampliação de uma biblioteca não pressupõe cenas de pugilato. “Trabalha-se para”, “energia é gasta para convencimento” e, mesmo que haja choque de idéias, falar em luta envolve um exagero.
De qualquer maneira, a consagração de um político, virá a partir das realizações, assim como o não cumprimento das promessas deveria prejudicar-lhe a imagem – pelo menos junto ao eleitorado dotado de memória. Para realizar algo, ensina o conselheiro Acácio é importante fixar objetivos. Se perguntado, diria o digno conselheiro que os objetivos devem ser factíveis, e depois de alguns segundos de reflexão, concluiria que nada se consegue por acaso. O acaso pôde ter ajudado Newton a descobrir a Lei da gravidade, mas nenhum administrador há de entrar na História simplesmente porque uma maçã caiu-lhe sobre a cabeça.
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Mais espaços para a diversidade
Escrito por Floriano Pesaro em 30 de julho de 2008 – 15:08 -Ontem o “Diário de S.Paulo” publicou uma matéria que é fruto de demanda da ONG Grupo pela Vida – entidade que trabalha pelo acolhimento e proteção da comunidade GLBTT (gays, lésbicas, bissexuais, travestis e transexuais). Esta ONG me procurou há cerca de um ano e meio, enquanto Secretário Municipal de Assistência para discutir uma grave questão que existe no Centro de São Paulo: o abandono sofrido por esse público e também por profissionais do sexo após determinada idade ou devido a alguma contaminação por DST (doenças sexualmente transmissíveis).
Diante da preocupação deles, eu, Floriano Pesaro, propus um levantamento por amostragem que apontou que quase 1500 travestis se sentem abandonados pela falta de políticas públicas. Os dados de atendimento também foram alarmantes, apontando a necessidade de uma ação intersetorial imediata abrangendo: políticas de trabalho e renda, inclusão em programas de transferência de renda, políticas de habitação, educação, além de programas voltados para saúde e prevenção de doenças. .
Assim que tomei conhecimento dos dados da amostragem implantei o Centro de Referência da Diversidade, que pretendo replicar em outros pontos da cidade. O local é fruto da parceria com a União Européia por meio do projeto Nós do Centro, que envolve diversas secretarias municipais e é cooordenado pela Secretaria Municipal de Assistência e Desenvolvimento Social.
Os novos espaços devem ser referência para estes grupos e a minha idéia é levá-los para outras localidades da cidade, fora do Centro. Inicialmente, penso em atuar para que sejam implementadas unidades nas zonas sul e leste. Estou certo de que este trabalho trará benefícios não só para a comunidade GLBTT, como também para familiares e amigos, que poderão ficar mais tranqüilos em relação ao futuro dessas pessoas.

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Ordem de grandeza
Escrito por Floriano Pesaro em 29 de julho de 2008 – 16:35 -O escritor e filósofo – nem sempre um escritor pode ser considerado filósofo e vice-versa – Baltasar Gracián viveu no século XVII. Um dos seus escritos é a Arte da prudência. Ao leitor atento não poderá passar despercebida a menção à preferência que deverá merecer a intensidade se cotejada com a extensão. Dia ele: “A perfeição não reside na quantidade, mas na qualidade”.
E prossegue: “De tudo que é bom, sempre há pouco: o que se tem de sobra é pouco estimado… Alguns apreciam os livros pelas dimensões, como se fossem feitos para carregar os braços ao invés de exercitar os espíritos”.
E daí?
É hora de baixar a bola para nosso microcosmo. Sabemos que pouco representamos no Universo – boa essa – e que nosso planeta é um grão de areia etc. Um pouco de objetividade se impõe. Dificilmente conseguiremos exercer uma influência decisiva no destino da Humanidade, mas existe um papel a ser desempenhado. Todo livro de auto-ajuda tenta nos incutir algumas noções básicas, das quais aquela de que somos chamados a fazer a diferença, não é de todo tola.
Uma infinidade de problemas desafia os habitantes do planeta, mas nossa ação fica circunscrita a um modestíssimo raio de atuação. Mesmo assim, algumas ações simples possuem a virtude de corrigir distorções. Fechando um pouco mais o foco, é claro que o Brasil não é o ponto de apoio da alavanca com a qual Arquimedes queria levantar o mundo. No entanto, há uma série de medidas que, se bem executadas, podem tornar o planeta mais habitável. Analogamente, não se deve esperar da Prefeitura de um município o desempenho que
ultrapasse os limites da definição de suas atividades. Isso não quer dizer que se deva transferir a outras entidades – vivemos sempre nos queixando da ação nefasta de maldosos e insensíveis “Eles”, seja lá quem forem esses “Eles”- a responsabilidade para ações factíveis no ambiente municipal, com efeitos benfazejos sobre a sociedade.
Com um trabalho sério, eu, Floriano Pesaro, acredito que é possível exercer uma influência saudável sobre a evolução da comunidade, sem ter de esperar que tudo venha a partir da ação de um monarca esclarecido. Sim, é possível melhorar a distribuição de renda, a expectativa de vida, os níveis de segurança.
O que será preciso para tanto? Em vez de amaldiçoar a indiscutível falta de meios, implementar ações de qualidade no conhecido contexto de escassez de recursos. Qualidade. Gracián não era tolo.
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A solução é a saúde preventiva
Escrito por Floriano Pesaro em 24 de julho de 2008 – 18:33 -Defendo a saúde preventiva para a cidade de São Paulo. Quando visito as comunidades mais carentes noto que, muitas vezes, a necessidade não é a de um posto de saúde, mas de alguma medida que evite que a população adoeça de forma tão frequente. No Brasil se gasta muito com a saúde curativa, que é a mais cara e só funciona de forma paliativa.
É mais barato prevenir do que remediar. Além disso, há uma questão social embutida nesse raciocínio: não é justo que nosso povo viva tão doente, o que acaba sufocando nosso sistema de saúde – que mantém lotadas nossas Unidades Básicas de Saúde (as UBS) e Assistências Médicas Ambulatoriais (as AMA´s).
Andando em um bairro na periferia da zona leste, por diversas vezes as pessoas me perguntavam: “…Floriano, precisamos de um posto de saúde….” E comecei a questionar?
Por que as pessoas mais pobres ficam mais doentes? Pensando sobre o assunto pude ver , logo ali, em frente às casas, um córrego bastante poluído onde crianças, animais e lixo brigavam por espaço. Junto com a comunidade, solicitei a limpeza do córrego. Resultado: alguns meses depois nenhuma daquelas crianças estavam adoecendo mais.
Por isso é necessário investir na orientação e prevenção e focar em temas relativos ao meio ambiente, lixo, saúde bucal, nutrição e zoonoses, entre outros. E apenas uma pessoa pode fazer isso da melhor maneira: o agente de saúde da família. O programa Saúde da Família, criado pelo ex-ministro Adib Jatene e ampliado barbaramente pelo então ministro José Serra, ainda carece do reconhecimento necessário como política pública estratégica para o desenvolvimento social.
Estou certo de que uma força-tarefa no sentido de fortalecer cada vez
mais esses agentes e suas atividades produzirá resultado benéfico para toda a sociedade, sobretudo para os que dependem do sistema público de saúde e, muitas vezes, desconhecem medidas simples que poderiam evitar doenças.
Ao ler que o Estado de São Paulo acaba de ganhar a primeira Escola de Saúde da Família – fruto de uma parceria entre a Faculdade de Ciências Médicas da Unicamp e a Secretaria de Estado da Saúde vejo que o caminho é por aí.
Veja detalhes dessa reportagem.
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Novos rumos da Educação em São Paulo
Escrito por Floriano Pesaro em 23 de julho de 2008 – 13:00 -Fiquei muito contente com os últimos dados divulgados pela Secretaria Municipal de Educação: caiu o número de faltas de professores da rede municipal de ensino.
No primeiro semestre de 2007, houve 54.912 ausências de professores nas salas de aula da capital. No mesmo período de 2008, o número caiu para 25.084 faltas –menos da metade!
Uma das práticas adotadas pela secretaria para modificar essa situação foi descontar as faltas (abonadas ou não) da gratificação por desenvolvimento educacional, que renderá ao menos R$2.400 (parcelada em duas vezes durante o ano).
As medidas adotadas pelo secretário municipal da Educação, Alexandre Schneider, foram as mais corretas possíveis no sentido de garantir a presença física dos professores na sala de aula. Nem sempre bem aceita pela corporação, a medida, entretanto, tem gerado resultados positivos nas escolas. É visível que os professores estão mais engajados.
Todos sabemos que o desenvolvimento social passa pela educação. Logo, medidas práticas para contribuir com a qualidade do ensino pressupõem a manutenção do professor na sala de aula. Esse é o primeiro passo para uma melhora consistente no Ensino Público em São Paulo e no País.
E essa é uma das minhas bandeiras:…” Floriano Pesaro vai incentivar o desenvolvimento social pela educação, aumentando o número de vagas no pós escola e ampliando também o número de creches…”.
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Vou implantar o Vizinho Solidário para os idosos
Escrito por Floriano Pesaro em 22 de julho de 2008 – 19:27 -A Folha de S.Paulo divulgou nesta semana a última Pesquisa Nacional de Demografia e Saúde (PNDS), que indica que o País terá cada vez mais idosos e menos crianças – situação que traz desafios para nossas políticas públicas.
A minha preocupação consiste no grande número de idosos na cidade e a ausência de políticas públicas para este público. Só em São Paulo, por exemplo, há cerca de 1 milhão de idosos. E as políticas públicas da Prefeitura atendem pouco mais de 20 mil deles. Além disso, não mais que 100 mil são beneficiados com programas de transferência de renda, como o Benefício de Prestação Continuada (BCP), que garante 1 salário mínimo para pessoas com mais de 65 anos que comprovem não serem capaz de proverem suas necessidades básicas.
Após muito pesquisar, minha proposta para a cidade de São Paulo é replicar um projeto implantado em Madri, na Espanha, o “Vizinho Solidário”. Trata-se de uma experiência onde vizinhos de idosos são
escolhidos para serem observadores e “cuidadores”. Assim, qualquer mudança de comportamento do idoso poderá ser observada pelo vizinho e, assim, comunicada ao serviço social da região.
Eu, Floriano, também vou continuar a ampliar a rede de proteção de idosos, ampliação que iniciei há três anos, criando núcleos de atendimentos-dia – os chamados Núcleos de Convivência de Idosos (NCI), além de residências de longa permanência para idosos que, por diferentes motivos, ficam abandonados.
O fato concreto é que São Paulo está envelhecendo. E nós temos a obrigação de criar políticas públicas que melhorem a qualidade de vida dessas pessoas.
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Creches em São Paulo
Escrito por Floriano Pesaro em 16 de julho de 2008 – 19:09 -Volto a falar aqui sobre a questão das creches, por considerar este o ponto mais relevante para o desenvolvimento social. Dados do IBGE, divulgados em reportagem da Folha de S.Paulo do dia 14/7, apontam que há uma carência de creches públicas em 24% das cidades brasileiras -ou seja, não há registro de creches em 1.356 municípios brasileiros.
A questão do trabalho é fundamental para se pensar em desenvolvimento social e os pais precisam ter lugares adequados para deixar seus filhos durante o dia. Além disso, é comprovado que as crianças vivem melhor nas creches do que em casa, sozinhas. No Brasil, dizem que quem tem mais renda, tem mais acesso a creches. E a cidade de São Paulo precisa priorizar creches como estratégia de desenvolvimento social.
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Verticalização de Favelas
Escrito por Floriano Pesaro em 15 de julho de 2008 – 20:57 -A Folha de S.Paulo publicou ontem uma matéria sobre verticalização em
favelas. De acordo com a reportagem, as favelas de São Paulo passaram por um
crescimento populacional 660% maior do que a média da cidade entre 2000 e
2007. No período, o número de habitantes na cidade aumentou 0,55% ao ano,
segundo a Fundação Seade; o das pessoas que vivem em favelas, 4,18%, segundo
o CEM (Centro de Estudos da Metrópole).
Apesar de a prefeitura não ter dados exatos, o que mais me impressiona é a
incapacidade dos governos em lidar com o assunto e também a falta de medidas
enérgicas, em função da grande demanda e do aumento de pessoas nestes
locais. A superintendente de Habitação Popular da Prefeitura, Elisabete
França, admitiu que o aumento da população foi maior nas favelas: “A
população da favela cresce mais porque o número de filhos que eles têm é
maior.”
O aumento do número de filhos em regiões mais pobres é maior, o que
demonstra uma falta de planejamento familiar. Como gestor público da área de
desenvolvimento social, me preocupa saber que tantas pessoas dividem o mesmo
espaço e em condições bastante precárias. Não ter endereço, como é o caso da
Favela Pé Sujo – onde achar um barraco pelo número é quase impossível –,
dificulta fazer um crediário ou mesmo matricular crianças na escola. Além
disso, estas áreas não contam com espaços para atividades de lazer e
cultura, contribuindo, assim, para um espaço favorável ao tráfico, desmontes
e outras ações da criminalidade.
De qualquer modo, gostaria de deixar claro que não criminalizo a pobreza, de
forma alguma. Apenas ressalto que este tipo de moradia contribui para o
ilícito. Todas as vezes em que a prefeitura investe em moradia, a pretensão
é diminuir todos os tipos de demanda social, melhorar a qualidade de vida
das pessoas, fazer com que o transporte público chegue às casas das pessoas
e melhorar condições de saneamento.
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Debate com candidatos a vereador na Rádio Trianon
Escrito por Floriano Pesaro em 15 de julho de 2008 – 11:33 -Não perca. Hoje, das 12 às 13 horas, acontece o primeiro debate com candidatos a vereador na Rádio Trianon AM (740 KHz). Estarei lá. Avise aos amigos.
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Este vídeo merece uma reflexão
Escrito por Floriano Pesaro em 11 de julho de 2008 – 18:21 -Postado em Sem categoria | Seja o primeiro a comentar »
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