Comunidade Protegida

Escrito por Floriano Pesaro em 11 de junho de 2008 – 12:59 -

A “Folha de S.Paulo” publicou matéria sobre o programa Comunidade Protegida – versão do traffic calming, prática adotada por alguns países europeus e que abrange um conjunto de medidas para deixar o trânsito menos agressivo nas vias públicas próximas às áreas residenciais. Fiquei surpreso com a notícia.

Estudei as maneiras de tornar possível a moderação de tráfego e estou de acordo com o programa: trata-se de uma medida para as pessoas voltarem a freqüentar os espaços públicos dos bairros paulistanos. E, além disso, outro ponto positivo é que os bairros deixam de ser apenas passagens dos cidadãos.

Por enquanto, o programa contempla apenas 3 bairros – São Mateus, Vila Carmosina e Cidade Tiradentes – da periferia da nossa cidade. Eu defendo a idéia de Comunidade Protegida em todos os bairros onde caibam esse conceito – tanto em bairros mais ricos quanto nos mais periféricos.


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Águas de São Paulo

Escrito por Floriano Pesaro em 10 de junho de 2008 – 12:46 -

Em 1554, quando os padres jesuítas Manuel da Nóbrega e José de Anchieta fundaram um colégio e deram início à vila de São Paulo de Piratininga, escolheram a região em que hoje vivemos devido à grande quantidade de cursos d’água. A fartura de rios e córregos no planalto foi condição essencial para o desenvolvimento da cidade e esses mananciais durante muito tempo foram referência não só geográfica, como também de abastecimento público e lazer na vida em São Paulo.

Temos hoje um acúmulo de problemas ambientais, e isso não ocorre apenas no rio Tietê – o principal desses mananciais – ou no Pinheiros. Basta olhar a condição do córrego do Aricanduva ou do rio Tamanduateí e seus afluentes. Prejudicando a paisagem e contaminando o ar, deixaram há muito tempo de ser referência positiva na nossa cidade.

Na periferia, o córrego tomado de lixo e esgoto correndo à céu aberto é foco de doenças e muitas vezes compõe a paisagem sem que o morador realmente se incomode com o problema. Me lembro quando a Prefeitura promoveu uma intervenção em uma área de risco em uma favela na periferia e uma moradora me disse que com a canalização daquele córrego, seu filho não teria onde brincar. A canalização e a construção de tronco coletor de esgoto nem sempre é a melhor ação do ponto de vista ambiental, mas naquele caso foi a alternativa adequada encontrada pela Sabesp em parceria com a Prefeitura. Ao longo dos últimos anos, os dois órgãos vêm atuando de maneira conjunta na despoluição de córregos na periferia da cidade. É preciso intensificar esse trabalho, e ter como objetivo que São Paulo volte a ter uma malha hídrica mais preservada.
Tiet   antigo - Tiet   antigo


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Jovens na Vida Pública

Escrito por Floriano Pesaro em 9 de junho de 2008 – 19:24 -

Gostaria de compartilhar com vocês a minha satisfação com a entrevista publicada no “Jornal da Tarde” do último domingo. A repórter Marici Capiteli traçou um perfil inspirador a partir de uma entrevista do subprefeito de Cidade Tiradentes, Renato Barreiros. O Renatinho é um amigo antigo e compartilhamos a mesma origem política – começamos a militar juntos no PSDB.

É mais um jovem da classe média que opta por ingressar na área pública, quando poderia estar empregado na iniciativa privada, mas se desprenderam para melhorar nossa cidade.

Outros colegas que admiro e merecem homenagem: Eduardo Odloak, subprefeito da Mooca; Felipe Sigollo, subprefeito da Vila Prudente; Alexandre Anis, subprefeito do Ipiranga; e Thiago Afonso, subprefeito do Jaçanã. São todos exemplos de jovens empreendedores, que querem fazer mais pela cidade, estar mais próximos à população.


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Esmola em SP: um “mercado” de R$ 25 milhões

Escrito por Floriano Pesaro em 9 de junho de 2008 – 11:58 -

O número assusta e nos faz refletir sobre o problema: nada menos que R$ 25 milhões por ano são dados em esmolas na cidade de São Paulo. Seja no caso da criança fazendo malabarismo no semáforo, o adulto que apenas pede o dinheiro ou o pedido feito dentro do trem ou do metrô, esse tipo de donativo não ajuda em nada: a esmola nunca tirou ninguém da pobreza e pelo contrário, estimula a pessoa a continuar nas ruas.

Além de não dar esmolas, temos de fazer com que o tema esteja em evidência, promovendo sua discussão e lembrando que é necessária a intervenção do Poder Público e o encaminhamento adequado a cada caso. Quando estive à frente da Secretaria de Assistência e Desenvolvimento Social, criamos a campanha “Dê mais que Esmola. Dê futuro”, que associada aos programas “São Paulo Protege” e o “Ação Família – viver em comunidade” reduziu de 3 mil para pouco mais de 900 o número de crianças nas ruas.

É consenso que o problema mais grave da esmola é que em muitos casos são crianças pedindo dinheiro. Crianças que deveriam estar estudando, para estarem aptas a enfrentar os desafios da sociedade do conhecimento, em que o tempo de estudo é determinante na vida adulta. Ao ver uma criança pedindo esmola exerça o seu papel: chame a polícia ou faça uma denúncia ao Ministério Público do Trabalho. O telefone é 0800-11 16 16.


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Desenvolvimento Regional

Escrito por Floriano Pesaro em 8 de junho de 2008 – 16:16 -

No último dia 2, a Prefeitura lançou a Agência de Desenvolvimento do Limão, Casa Verde e Cachoeirinha, uma iniciativa da Secretaria de Coordenação das Subprefeituras coordenada pelo Andrea Matarazzo. Trata-se de um modelo de gestão compartilhada entre o Poder Público, empresas e entidades sem fins lucrativos e o objetivo é propulsionar o desenvolvimento da Zona Norte, identificando potencialidades de negócios a serem explorados de maneira regional.

Além da Prefeitura, é parceiro na agência o SEBRAE-SP, responsável pela implementação de uma incubadora de empresas. Sou muito favorável a essa ação, que precisa ser intensificada. A articulação local entre governo, sociedade e empresas é a melhor forma de identificar as demandas e ofertas de serviços e produtos em determinada região.

O que é patente é que a sociedade se estrutura não só no âmbito do país, do estado ou da cidade. A vida acontece nos bairros e regiões da cidade, e a ação nesse nível tende a ser a mais bem-sucedida.


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Deslocamentos em São Paulo

Escrito por Floriano Pesaro em 7 de junho de 2008 – 17:37 -

O transporte tem tudo a ver com qualidade de vida, principalmente em uma cidade do porte de São Paulo. E na nossa cidade, o maior problema são os deslocamentos que as pessoas têm de fazer para ir do trabalho para casa e vice-versa diariamente, o que provoca engarrafamentos nas marginais e principais avenidas e sobrecarrega o sistema de transporte público. Todo dia 18,8 milhões de pessoas circulam dentro da cidade, muitas delas também vindas de cidades da região metropolitana de São Paulo.

Para se ter uma idéia do quanto esse número é significativo, em Nova Iorque o número de pessoas que precisa circular pela cidade para cumprir sua rotina de trabalho a cada dia é de 6 milhões. E São Paulo sofre um agravante: a grande maioria dos deslocamentos não são até o bairro vizinho ou a uma região próxima, mas significam cruzar a cidade de ponta a ponta.

Nesse cenário mesmo um sistema de metrô como o da cidade norte-americana – com mais de mil quilômetros de extensão e 468 extensões – não daria plena conta do problema. Por isso eu defendo ações de incentivo para reduzir os deslocamentos, como estímulos a que as empresas contratem pessoas nos locais onde estão instaladas. Esse tema precisa ser colocado em discussão em nossa sociedade.


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Cem parques para a cidade

Escrito por Floriano Pesaro em 6 de junho de 2008 – 12:31 -

O programa do município “100 parques para São Paulo” é uma iniciativa que me empolga. Iniciado em janeiro, prevê a entrega de 25 novas áreas verdes até o final do ano e a implementação de outras 34 a serem inauguradas nos próximos anos. Somadas às áreas já existentes, totalizam os cem parques.

Importante destacar que essas áreas estão distribuídas pela cidade, garantindo até dezembro um ganho para a população de mais de 2,7 milhões de metros quadrados em parques municipais.

Um dos principais problemas de São Paulo, sobretudo nos bairros da periferia, é a ausência de áreas de convivência, em que as pessoas pratiquem seu lazer e mantenham o contato saudável com outros membros da sua comunidade. Os parques são essenciais para um desenvolvimento adequado no meio urbano e oferecem ganho ambiental – essa é uma constatação que faço como sociólogo, ancorada na experiência à frente da Secretaria de Assistência e Desenvolvimento Social.
Parque Villa Lobos - Parque Villa Lobos


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A batalha contra a desigualdade

Escrito por Floriano Pesaro em 5 de junho de 2008 – 18:44 -

Nesta terça-feira (3) eu estive no Women’s Club São Paulo para contar um pouco sobre os problemas da nossa cidade e dar a palestra “O Desenvolvimento Social da Cidade de São Paulo” , mostrando como é preciso lutarmos para melhorar a vida nessa metrópole. A entidade é muito importante e reúne mulheres interessadas em promover filantropia, ajudar quem enfrenta dificuldades. O Women’s Club, com sede em Washington (nos Estados Unidos), está no Brasil desde 1988 e conta hoje com 25 sedes no país, como lembra a presidente Orchidéa Corciolli. Em São Paulo, essas mulheres exercem um trabalho efetivo no Centro Comunitário Castelinho, espaço localizado em Cidade Ademar.

O eixo da minha apresentação foi a necessidade que temos de observar os problemas da nossa cidade e batalhar para que não tenhamos uma desigualdade tão grande. Mais do que nunca é preciso que tomemos a consciência de que se a cidade não for para todos, não será para ninguém. Nesse sentido, é preciso que o Poder Público, entidades assistenciais como o Women’s Club, empresas e outras organizações da sociedade atuem juntos. Mais que isso: cada cidadão tem o papel de pensar em melhorar São Paulo e colaborar com as boas iniciativas.

São Paulo reúne um contingente de 3,4 milhões de pessoas em situação de pobreza, muitas delas vivendo em áreas sem equipamentos de esporte e lazer, fundamentais para melhorar a qualidade de vida em qualquer região. Mas essa realidade vem mudando. Os bairros da periferia de São Paulo receberam nos últimos anos investimentos – seja em obras físicas ou projetos de outra natureza -, dando melhor qualificação a essas áreas.

Também falei um pouco sobre iniciativas que tivemos na Secretaria Municipal de Assistência e Desenvolvimento Social, como a campanha “Dê mais que esmola – dê futuro”, além do “São Paulo Protege” e o “Ação Família – viver em comunidade”, que contribuíram para o seguinte resultado de minha gestão: em 2004 eram cerca de 3 mil crianças nas ruas de São Paulo, número que chegou a pouco mais de 900 no ano passado.
Womansclub - Womansclub


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Quem merece o seu dinheiro?Nessas instituições você pode confiar…

Escrito por Floriano Pesaro em 5 de junho de 2008 – 17:28 -

Muita boa a matéria da revista Seleções, produzida pela jornalista Claudia Soares.

…O brasileiro é reconhecidamente um povo solidário. Existem no país aproximadamente 270 mil instituições beneficentes, sem fins lucrativos, que atendem cerca de 40 milhões de pessoas. Mas, em tempos de CPIs de ONGs, é sempre bom saber quem realmente merece nossa doação.
Para descobrir, Seleções perguntou a dez especialistas do chamado Terceiro Setor para quem eles doariam seu dinheiro. Pelo terceiro ano, computamos as respostas e apresentamos aqui um painel das instituições mais votadas, em 12 categorias, por quem entende do assunto.

Leia mais
http://www.selecoes.com.br/revista_materia.asp?id=2222″>


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Direito de ir e vir

Escrito por Floriano Pesaro em 5 de junho de 2008 – 12:51 -

A acessibilidade é um fator importante a se considerar em qualquer cidade que tenha como um de seus focos a qualidade de vida. A construção de calçadas adaptadas, edifícios com rampas de acesso e outras alterações arquitetônicas beneficiam não só os portadores de necessidades especiais como os idosos.

Dentro desse tema, eu destaco anúncio feito pela Prefeitura no último dia 2: a reforma de 600 quilômetros de calçadas, 41 deles com obras iniciadas em breve. As obras compreendem não só a troca de piso, como a adaptação para o acesso de pessoas com dificuldades motoras, como o rebaixamento de guias em acordo com parâmetros técnicos de mobilidade. Foram definidas pelas secretarias das Subprefeituras e da Pessoa com Deficiência e Mobilidade Reduzida rotas estratégicas na cidade e o anúncio é uma continuidade do Programa de Reforma de Calçadas iniciado pela Prefeitura em 2005.

Com guias rebaixadas nas calçadas e outras alterações desse tipo, o efetivo direito de ir e vir das pessoas é assegurado. A cidade é para todos, e em São Paulo é notório o grande número de portadores de idosos e necessidades especiais. No que se refere aos idosos, uma curiosidade: entre 1940 e 2005 o contingente de pessoas nessa faixa etária cresceu 16 vezes, passando de 65 mil para 1 milhão.


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